aqui vou eu para a costa
aqui vou eu cheia de pinta
de lisboa vou fugir
vou pró sol da ca-pa-ri-ca
O inferno são as pessoas. É esta a mensagem de Sartre.
Fui ontem ver a peça Huis Clos, Sem Saída do Teatro Byfurcação, inserido no Festival Segundo Teatro 08. Um quarto, uma estátua de bronze, uma luz que não se apaga, três poltronas, uma campaínha avariada, um mordomo, um abre-cartas, a total ausência de espelhos e três pessoas ausentes (não mortas, que fica feio).
Próximo evento: Lordes do Caos- Fernando... Talvez Pessoa.
Os meus sonhos davam um blog. Aliás, vou pensar nisso. Porque são completamente e especificamente e estranhamente surreais.
Hoje sonhei que estava em ruínas subterrâneas (provavelmente na Turquia), o país estava em guerra, mas o ambiente era agradável e não de preocupação, eu estava vestida com um fato tradicional do folclore português, tipo à minhota ou assim. Fugíamos pelos túneis à procura de esconderijo, escondendo-nos em buracos. Até que saiu uma lei que dizia que era proibido matar portugueses na guerra. Saímos dos esconderijos, exibindo as fatiotas. Chegando à superfície, fui às bancas de souvenirs comprar uma bandeira portuguesa para acentuar a nacionalidade. Senti entre o polegar e o indicador que a bandeira era de qualidade, 100% algodão, melhor que polyester. E foi aí que a S. me acordou com o telefone (Ainda estás a dormir?).
Será que foi da pancada na cabeça? :)
Não costumo logo acender a luz quando chego a casa. Bati na esquina da parede, atravessou-se a dor numa diagonal entre o parietal e a órbita. A seguir um formigueiro. Já sabem: se não souberem mais de mim é que tive um traumatismo craniano (sem perda de conhecimento, pelo menos que tenha reparado). Obrigado.